O quão resignados somos? O quão cegos somos? O quão controlados pervertidamente somos? Creio que muito. Quando me permito dizer(escrever) o que escrevi na frase anterior, é porque observo que o cotidiano das ações, opiniões e comportamentos produzidos pelos indivíduos e grupos viventes do planeta terra - não, não conheço extraterrestres e não sei se isso ocorre com eles - expressam muito de um senso-comum que, embora pareça muita vezes consciente e original, é uma reprodução como que fabricada pela lógica onipresente que influencia de maneira fantasmagórica o nosso cotidiano. Na verdade é uma fábrica de ideias e valores que precisam ser introduzidos e reproduzidos pela sociedade, e quando digo "precisam" quero dizer que alguém, alguns, mais precisamente, almejam que isso seja preciso e trabalham muito para isso. É claro que esses alguns são os detentores do poder, aqueles que controlam, que manipulam, que lucram, que enchem a barriga - os filhos da puta, melhor dizendo. Eles sempre houveram, o mundo sempre foi injusto e cruel, desigual e selvagem, egoísta e oligárquico, nada disso é novidade na sociedade global terrestre. O que é novidade é a necessidade e o uso desse domínio das ideias, a famosa manipulação de que todos falam. De certa forma ela sempre houve, mas nada chegou perto do nível e dos artifícios que acompanham o mundo atual. Isso é algo típico da pós-modernidade. Antes não era necessário mentir para alguém que é bom trabalhar exaustivamente 16 horas por dia, que é digno e faz bem para a alma, simplesmente chicoteava-se a criatura, ou a deixava morrer de fome e não havia conversa. Hoje é necessário que se esteja motivado e satisfeito com as situações propostas pelos opressores tentáculos que sustentam a injusta pirâmide social contemporânea, exatamente porque é necessário ter vontade, ter o "livre arbítrio" de comprar algo, de consumir um produto, uma ideia, um entretenimento - daí também a motivação para o trabalho, pois precisa-se trabalhar para poder comprar. Mas daí vem o porquê da tendência de controle subjetivo dos cérebros; não basta produzir, o mundo precisa fazer girar a dita produção, precisa liquidar com a produção, para produzir-se mais, não para matar a fome - lógica absurda, mas pouca discutida - olha a resignação aí novamente!
O fato é que esse controle do inconsciente e do consciente coletivo e individual(não o deixa de ser) é algo bem mais profundo e perigoso do que parece: não fica só no campo da manipulação explícita e midiática, agarrando um público frágil e inocente, ele ataca de maneiras quase invisíveis, ou melhor, tão visíveis que é difícil distingui-lo em meio aos acontecimentos. Essas "forças ocultas" as quais muitos chamam de paranoia(e isso é um bom exemplo de ideia fabricada)agem, naturalmente, em todos as classes sociais, logicamente que de maneiras diferentes, e ditam a maneira de pensar e de questionar - isso mesmo, a maneira de questionar. Não só a maneira mas o quê se questionar. O que questionamos? O que as pessoas questionam, em geral? Questionamos qual é o melhor refrigerante, Pepsi ou Coca? Questionamos quem canta melhor, Michel Teló ou o meu cachorro?(eu não tenho cachorro)Questionamos até mesmo se devemos namorar esta ou aquela pessoa, se devemos comprar este ou aquele carro. Questionamos, perguntamos, comparamos merda com bosta. E é isso o que está programado e planejado para questionarmos: nada - não questionamos, não refletimos, não crescemos, não evoluímos, não desenvolvemos uma sociedade melhor, para vivermos melhor, mais felizes, mais justamente. Está escrito que devemos refletir sobre coisas bobas, ou coisas que nos façam gastar mais dinheiro com coisas bobas. O problema é que achamos que somos inteligentes, autênticos, poderosos, livres, daí o subjetivo da coisa; a dominação consiste em nos limitar mas dar-nos a sensação de que estamos livres, de que não estamos sendo limitados, de que estamos em êxtase e em evolução, disso surge uma das principais formas de controle indireto, o entretenimento.
O entretenimento é a maneira mais fácil e prática, e até pode se dizer que habilidosa, de produzir cidadãos resignados no mundo. Tudo precisa entreter, a informação e o conhecimento não servem mais, não são "legais" - ideia invisível, mas onipresente. Constata-se facilmente esse fato quando observa-se os filmes em cartaz nos cinemas: basicamente blockbusters com efeitos especiais e comediazinhas românticas mamão com açúcar. Livrarias: auto-ajuda, historinhas infanto-juvenis repetitivas e melodramáticas, "como ser rico", biografias de padres, romances de patricinhas "independentes", etc. .Música: instrumental e letras que a minha irmã, com uma semana de aulas de violão, provavelmente comporia na sua fossa adolescente tosca. Já outras não consigo imaginar como alguém que tem um cérebro funcionando em frequência mínima consegue pensar em criar ou, melhor dizendo, defecar. Sobre a TV eu sequer vou comentar.
Tudo o que hoje representa a arte, que por muito tempo foi e deveria ainda ser uma maneira de expressar e representar críticas e reflexões, a partir da visão do artista, tornou-se mera repetição de clichês, rostinhos bonitos e fórmulas sensacionalistas que não representam porra nenhuma. Não existem mais artistas no mainstream - com o qual a GRANDE parcela da população se relaciona -, existem produtores, publicitários, modelos, técnicos de efeitos especiais. O próprio teatro hoje é palco para o tão amado stand-up, que até tem suas qualidades, mas onde estão as peças dramáticas? As pessoas não as querem mais, apenas querem rir, não querem se sentir desconfortáveis, contrariadas, está tudo bem no conforto resignado e, principalmente, entretido. O problema é que esse entretenimento, seja das diversas formas nas quais ele se apresenta, finge ter ainda aquela mesma função de passar informação, cultura, reflexão, passa essa imagem para as pessoas - que pensam que ler "Crepúsculo" ou "O monge e o executivo", assistir "2012" estão se tornando mais cultas e informadas, quando na verdade estão consumindo filosofia barata, draminha sem propósito. Mais um aspecto intrigante é que essas 'obras' ajudam a disseminar e interiorizar comportamentos e visões alienadas, tendências e padrões que parecem progressistas e certos, mas são apenas a continuação e o desenvolvimento de um pensamento superficial e conservador, no sentido mais negativo da palavra. O tipo de pensamento crítico relevante para o que vivemos não é reproduzido nos grandes meios de comunicação ou nas produções pseudo-artísticas, esse pensamento é, indiretamente, depreciado, aos poucos vai definhando e sendo deixado de lado, esquecido, ninguém lembra de fazer questionamentos importantes e incisivos, isso torna-se bobagem, porque parece que não faz mais parte do cotidiano. A discussão de ideias é vista com maus olhos, mesmo nas escolas - outro tema no qual não vou entrar senão estenderia-se muito o texto.
Resume-se então que não temos autonomia de fato. É mais como uma autonomia fantasiada, maquiada pelos que sabem e querem maquiá-la, falsa, não existente, apenas teórica. Somos abobados e nos tornamos cada vez mais abobados, por preguiça e submissão - sem esquecer da ganância sanguinária e egoísta dos que gostam de pisotear multidões, por pura luxúria; enfim, falha coletiva, colossal. "I wish i was special, so fucking special, but i'm a SLAVE."(livre adaptação), quando se toma consciência dessa realidade, por mais que ela seja pessimista e exagerada, pode-se buscar um crescimento mais real, uma vida mais feliz, justa. Há muitos outros aspectos sobre os quais eu poderia dissertar aqui nesse texto com relação a esse tema, mas vou parar por aqui; não sou tão pretensioso e as pessoas não gostam de ler textos longos.
Somos ingênuos, mas não somos inocentes. Não nos resignemos.
Surpreendente Ignoto
domingo, 26 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
A Bondade é inerente ao homem?
Essa é uma dúvida histórica, e que ainda não foi solucionada. Embora seja verdade que algumas pessoas costumam ter conceitos formados quanto a essa e outras questões, fica claro que nesse caso não há um consenso geral, ou pelo menos uma convenção que acabou esmagando uma minoria de pensamento contrário. Thomas Hobbes foi um dos que concretamente se expôs acerca do assunto, posicionando-se ferrenhamente do lado dos que pensavam que o homem é maldoso por natureza, e que, inclusive, necessitava de um Estado que o controlasse e mantivesse a paz entre todos os indivíduos, pois, sendo maus e egoístas, degladiariam-se sem controle se tivessem uma liberdade sem limitações e sem leis. E de fato as ideias de Hobbes foram bem aceitas e influenciaram todo o rumo da História moderna - e inclusive o que vivemos hoje.
Recuso-me a aceitar uma ou outra resposta hoje, seja por falta de conhecimento ou de experiência, ficando apenas no campo da reflexão. A evolução das sociedades me faz pensar que o homem é inerentemente ruim, é só olhar pra ela e ver que só muito recentemente vivemos numa aparente paz democrática - e olha que isso é muito discutível! -, pois há pouco mais de 100 anos ainda nos tratávamos como escravos, objetos do próprio luxo(e é bem ingênuo da minha parte achar que esse cenário mudou absurdamente), só pra citar o fator mais explícito da degradação do homem pelo homem; não terminaria nunca esse texto se tratasse de escrever todos os sinais que teoricamente colaborariam argumentativamente para provar o egocentrismo cruel do ser, pois, desde que se tem História escrita, há déspotas, oligarquias no poder, escravos, guerras. Mesmo na tão celebrada e intelectual Grécia A.C. havia escravos, por exemplo. Por que então os gregos, sendo tão sábios e justos, inteligentes e democráticos, tão estudados até hoje, eram, entretanto, "maus"?
É interessante que, mesmo com toda essa factual paisagem demonstrativa, eu não consiga acreditar que a Bondade não é inerente ao homem. Não que eu acredite no contrário, não que eu seja um otimista cego, mas o que diverge dessa conclusão é a minha própria experiência. Não posso dizer claramente que conheço muitas pessoas as quais são bondosas e indubitavelmente justas, mas posso dizer que eu sinto asco de ser ruim; é claro que eu tenho inveja, raiva, penso em querer o mal a outro, mas procuro sempre afastar tais sentimentos e pensamentos - que são inclusive lúcidos. E não é por manter uma moral comigo mesmo ou por temer a Deus que o faço, é simplesmente porque sei, ou penso, conscientemente, que as pessoas não devem sofrer injustamente, que todos devem ter as mesmas chances, que a dor é ruim, não importa a quem. Então, presumo que sou um indivíduo conscientemente bom, com um conceito de justiça e liberdade aparentemente claro - superficialmente falando.
É lógico que as minhas concepões tendem a mudar bastante por conta da minha pouca idade e ideias plenamente flexíveis, mas por que, teoricamente, sou bom(tenho a noção clara de que essa palavra tem certa subjetividade)? Por ser eu um homem(no sentido de ser humano)? Pela minha formação pedagógica? Pelo conhecimento que busquei? Pela minha genética? Pela aleatoriedade do universo?! Será que se eu vivesse na nobreza do século XVI ou na "democrática" Grécia Antiga eu seria cruel?(tudo indica que sim).
E é nesse ponto que eu esbarro. Se nas sociedades nas quais vivemos atualmente o homem fosse plenamente piedoso e justo, essa pergunta provavelmente seria respondida com facilidade: Encontrou-se a sociedade ideal e democrática na qual, por ter o homem conseguido desenvolver técnicas e tecnologias que possibilitam alimentar e prover qualidade de vida a todos os viventes do planeta, as pessoas se respeitam e não mais se violentam, não mais buscam explorar, por pura ganância, a outros que antes nasciam já destinados à exploração. Seria uma resposta muito plausível, muito lógica. A manutenção da exploração desumana - veja que ironia essa palavra -, apesar do estado formalmente democrático e justo, é o que na verdade cria essa dúvida a qual intitula o texto. Por que as pessoas continuam a demonstrar perversidade, mesmo não precisando mais disso para sobreviver?
Há quem diga que o sistema capitalista mantém o homem cruel, mas então ainda não chegamos a um sistema que permita que as pessoas sejam verdadeiramente justas e boas, pois essa é a forma de Estado que melhor promoveu as leis que permitem a liberdade e a igualdade e a que "mais humanitariamente e criteriosamente" puniu os que promovem a desordem.(deixando claro que ser o melhor sistema já utilizado não significa ser verdadeiramente de qualidade ou o melhor possível)
Há quem diga - seriamente - que a falta da crença em Deus faz o homem mau, mas essa hipótese pode ser descartada facilmente quando olhamos para os atos de pessoas teístas durante toda a história e inclusive na contemporaneidade. Eu, como agnóstico moderado, posso dizer que essa é uma concepção bem estúpida, ainda mais contando com a atual cena religiosa, notadamente no Brasil, que prega a ignorância e a intolerância.
Há quem diga ainda, e eu tendo a pensar assim, que o conhecimento é o que torna o homem bondoso, essa é uma ideia bem cabível, mas infelizmente ainda há barreiras para tomar essa como uma ideia absoluta. É facilmente visível que uma grande parcela das pessoas que detêm o conhecimento, que têm o pleno acesso a ele e a instrução necessária para compreendê-lo, no mundo capitalista como em todos os outros "mundos" da história, utilizam essa "sabedoria" para explorar os menos instruídos, de maneira arrogante e extremamente deprimente.
Espero ainda entender melhor essa relação, talvez com a ajuda da psicologia, da filosofia, da literatura e da própria história, além é claro da experiência da vida, que é também um fator essencial para o entendimento e o desenvolvimento do conhecimento, da ciência e até da metafísica.
Desculpem-me, mais uma vez, por um texto que não dá respostas. Mas que pelo menos, pra quem tiver a paciência e a falta do que fazer, que essa postagem traga um mínimo de reflexão quanto ao tema em questão, que entendo ser muito valioso.
A pergunta fica na tela para quem se atrever a responder: a bondade não vem de berço do homem, mas se constrói a partir de fatores posteriores? Ou sera que ela é destruída pelos fatores exteriores, vindo em princípio de nascença, juntamente com a pureza do Ser humano?
Recuso-me a aceitar uma ou outra resposta hoje, seja por falta de conhecimento ou de experiência, ficando apenas no campo da reflexão. A evolução das sociedades me faz pensar que o homem é inerentemente ruim, é só olhar pra ela e ver que só muito recentemente vivemos numa aparente paz democrática - e olha que isso é muito discutível! -, pois há pouco mais de 100 anos ainda nos tratávamos como escravos, objetos do próprio luxo(e é bem ingênuo da minha parte achar que esse cenário mudou absurdamente), só pra citar o fator mais explícito da degradação do homem pelo homem; não terminaria nunca esse texto se tratasse de escrever todos os sinais que teoricamente colaborariam argumentativamente para provar o egocentrismo cruel do ser, pois, desde que se tem História escrita, há déspotas, oligarquias no poder, escravos, guerras. Mesmo na tão celebrada e intelectual Grécia A.C. havia escravos, por exemplo. Por que então os gregos, sendo tão sábios e justos, inteligentes e democráticos, tão estudados até hoje, eram, entretanto, "maus"?
É interessante que, mesmo com toda essa factual paisagem demonstrativa, eu não consiga acreditar que a Bondade não é inerente ao homem. Não que eu acredite no contrário, não que eu seja um otimista cego, mas o que diverge dessa conclusão é a minha própria experiência. Não posso dizer claramente que conheço muitas pessoas as quais são bondosas e indubitavelmente justas, mas posso dizer que eu sinto asco de ser ruim; é claro que eu tenho inveja, raiva, penso em querer o mal a outro, mas procuro sempre afastar tais sentimentos e pensamentos - que são inclusive lúcidos. E não é por manter uma moral comigo mesmo ou por temer a Deus que o faço, é simplesmente porque sei, ou penso, conscientemente, que as pessoas não devem sofrer injustamente, que todos devem ter as mesmas chances, que a dor é ruim, não importa a quem. Então, presumo que sou um indivíduo conscientemente bom, com um conceito de justiça e liberdade aparentemente claro - superficialmente falando.
É lógico que as minhas concepões tendem a mudar bastante por conta da minha pouca idade e ideias plenamente flexíveis, mas por que, teoricamente, sou bom(tenho a noção clara de que essa palavra tem certa subjetividade)? Por ser eu um homem(no sentido de ser humano)? Pela minha formação pedagógica? Pelo conhecimento que busquei? Pela minha genética? Pela aleatoriedade do universo?! Será que se eu vivesse na nobreza do século XVI ou na "democrática" Grécia Antiga eu seria cruel?(tudo indica que sim).
E é nesse ponto que eu esbarro. Se nas sociedades nas quais vivemos atualmente o homem fosse plenamente piedoso e justo, essa pergunta provavelmente seria respondida com facilidade: Encontrou-se a sociedade ideal e democrática na qual, por ter o homem conseguido desenvolver técnicas e tecnologias que possibilitam alimentar e prover qualidade de vida a todos os viventes do planeta, as pessoas se respeitam e não mais se violentam, não mais buscam explorar, por pura ganância, a outros que antes nasciam já destinados à exploração. Seria uma resposta muito plausível, muito lógica. A manutenção da exploração desumana - veja que ironia essa palavra -, apesar do estado formalmente democrático e justo, é o que na verdade cria essa dúvida a qual intitula o texto. Por que as pessoas continuam a demonstrar perversidade, mesmo não precisando mais disso para sobreviver?
Há quem diga que o sistema capitalista mantém o homem cruel, mas então ainda não chegamos a um sistema que permita que as pessoas sejam verdadeiramente justas e boas, pois essa é a forma de Estado que melhor promoveu as leis que permitem a liberdade e a igualdade e a que "mais humanitariamente e criteriosamente" puniu os que promovem a desordem.(deixando claro que ser o melhor sistema já utilizado não significa ser verdadeiramente de qualidade ou o melhor possível)
Há quem diga - seriamente - que a falta da crença em Deus faz o homem mau, mas essa hipótese pode ser descartada facilmente quando olhamos para os atos de pessoas teístas durante toda a história e inclusive na contemporaneidade. Eu, como agnóstico moderado, posso dizer que essa é uma concepção bem estúpida, ainda mais contando com a atual cena religiosa, notadamente no Brasil, que prega a ignorância e a intolerância.
Há quem diga ainda, e eu tendo a pensar assim, que o conhecimento é o que torna o homem bondoso, essa é uma ideia bem cabível, mas infelizmente ainda há barreiras para tomar essa como uma ideia absoluta. É facilmente visível que uma grande parcela das pessoas que detêm o conhecimento, que têm o pleno acesso a ele e a instrução necessária para compreendê-lo, no mundo capitalista como em todos os outros "mundos" da história, utilizam essa "sabedoria" para explorar os menos instruídos, de maneira arrogante e extremamente deprimente.
Espero ainda entender melhor essa relação, talvez com a ajuda da psicologia, da filosofia, da literatura e da própria história, além é claro da experiência da vida, que é também um fator essencial para o entendimento e o desenvolvimento do conhecimento, da ciência e até da metafísica.
Desculpem-me, mais uma vez, por um texto que não dá respostas. Mas que pelo menos, pra quem tiver a paciência e a falta do que fazer, que essa postagem traga um mínimo de reflexão quanto ao tema em questão, que entendo ser muito valioso.
A pergunta fica na tela para quem se atrever a responder: a bondade não vem de berço do homem, mas se constrói a partir de fatores posteriores? Ou sera que ela é destruída pelos fatores exteriores, vindo em princípio de nascença, juntamente com a pureza do Ser humano?
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Pensamento metafísico descontinuado por incompetência
Há vezes, como agora, que sinto a vida de tal maneira que tudo parece efêmero, mesmo as coisas que parecem, e talvez sejam mesmo, importantes e duradouras, mas agora tudo é realmente efêmero. Agora, digo, nesse momento em que estou escrevendo nesta plataforma virutal, sinto que tudo é inválido, não totalmente inválido, mas desimportante, insignificante dentro de um plano geral. Tenho a impressão de a minha existência ser minúscula e comum, sofrível. Não é nem que eu esteja triste, cabisbaixo, talvez longe disso, é só que sou uma passagem, um fragmento possível dentro de uma cadeia natural, estou até satisfeito e feliz, mas em um instante de reflexão existencial que já está até passando - felizmente ou infelizmente, não sei. É só que parece que pouco importa o que vou conquistar, o que vou fazer amanhã ou no ano que vem: é tudo pequeno e sem explicação. Obviamente, amanhã nem vou pensar nisso, mas outro dia voltarei a pensar, o que também não sei se é importante, mas acho que é, talvez porque refletir seja algo que eu goste de fazer, algo que me faz rever os conceitos e os objetivos - esses que agora flutuam entre relevância e irrelevância porque me escapa a razão(ou me vem a razão?).
Sinto-me tão panaca de transcrever essas divagações para essa página, e correr o risco de parecer querer bancar o Sr. Pensamentos Relevantes para o mundo e a sociedade, e de parecer sei lá mais o quê. Na verdade só transcrevo esse nada de nada porque li em algum lugar algo como "escrevendo, conhece-te a ti mesmo", e me sentiria mais panaca ainda se escrevesse algo em uma folha de caderno para depois tornar a ler sei lá quando, seria até inconcebível, pelo menos pra mim, nesse momento.
Continuando o que no penúltimo parágrafo corria, tentando escrever algo que clareie as minhas próprias ideias relativamente abstratas, digo que nem lembro mais a quantas andavam essas abstrações, talvez porque mudei um pouco o foco escevendo o último parágrafo. Vou relê-lo e continuo. Enfim, mesmo relendo o primeiro parágrafo, insensatamente escrito, não consegui retomar o caminho para o qual esse texto ia, infelizmente(espero). Peço desculpas a quem iniciou a leitura e chegou até aqui. Perante a minha incapacidade de continuidade a uma ideia insólita, fico um pouco insatisfeito, mas nada de mais, mais sorte pra mim da próxima vez.
Sinto-me tão panaca de transcrever essas divagações para essa página, e correr o risco de parecer querer bancar o Sr. Pensamentos Relevantes para o mundo e a sociedade, e de parecer sei lá mais o quê. Na verdade só transcrevo esse nada de nada porque li em algum lugar algo como "escrevendo, conhece-te a ti mesmo", e me sentiria mais panaca ainda se escrevesse algo em uma folha de caderno para depois tornar a ler sei lá quando, seria até inconcebível, pelo menos pra mim, nesse momento.
Continuando o que no penúltimo parágrafo corria, tentando escrever algo que clareie as minhas próprias ideias relativamente abstratas, digo que nem lembro mais a quantas andavam essas abstrações, talvez porque mudei um pouco o foco escevendo o último parágrafo. Vou relê-lo e continuo. Enfim, mesmo relendo o primeiro parágrafo, insensatamente escrito, não consegui retomar o caminho para o qual esse texto ia, infelizmente(espero). Peço desculpas a quem iniciou a leitura e chegou até aqui. Perante a minha incapacidade de continuidade a uma ideia insólita, fico um pouco insatisfeito, mas nada de mais, mais sorte pra mim da próxima vez.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
ZZZ malquisto
Que agoniante incapacidade de me manter acordado. Por pura vontade de me manter acordado mesmo, por querer estar acordado para terminar um livro agradável que tenho ânsia de o ler e o esgotar da maneira mais breve possível, pois quero logo ler outros e necessito ter acabado este para focar inteiramente na próxima leitura, porque, quando se trata de romances, não consigo ou não quero manter leituras paralelas - talvez por querer arrancar o máximo do que um livro pode me oferecer, ou por medo de deixar escapar algum detalhe implícito das preciosas palavras do autor. Por ocasião de eu estar estudando para o vestibular, necessito agora de mais tempo ainda, de ler esses romances com mais breviedade do que seria natural, não só pela vontade de ler os próximos, mas pela obrigação de ter tempo para estudar outros conteúdos que tomam muito tempo.
E então que este inconveniente cansaço e pesar das pálpebras vem com força Maligna e Natural. Maligna, porque vai contra a minha vontade, vai contra o meu anseio de estar consciente e útil para comigo mesmo, para o que quero efusivamente - seja ler muitos romances ou passar no vestibular - ; Natural, porque, também, vem de mim, vem do meu corpo, vem do meu organismo, acontece porque é pra acontecer. É pra acontecer, caso contrário não lutaria contra a minha vontade de não dormir, sendo assim, como é, tendo força necessária para tanto, é algo a ser considerado como força, com algum sentido. Logicamente, sabe-se que a vontade do organismo de fazer adormecer tem um significado biológico bem aceitável e eu não sou ninguém pra duvidar disso, mas o tormento é que ele vem muitas e muitas vezes durante as tardes, quando deveria vir somente às noites.
Parece claro que essa é uma reflexão um tanto ridícula, mas não entra na minha cabeça com toda essa NATURALIDADE que o meu estado físico e biológico não queira o mesmo que a minha sã(assim creio) consciência. Já bebi três chícaras de café e pouco se modifica, queria eu ter dinheiro pra comprar algumas caixas de bebidas energéticas, se foda. Em verdade, gostaria utopicamente que o meu corpo não precisasse adormecer em momento algum, a não ser quando eu realmente o quisesse - há aí também o medo de ficar acordado eternamente e nunca ter a possibilidade de escapar momentaneamente dos desgostos e momentos ruins. Não é que seja ruim dormir, é apenas inútil dentro de uma lógica de querer usar o tempo para alguma coisa que não seja estar inconsciente tendo alucinações inexplicáveis(os tão estudados sonhos), mais especialmente de querer usar o tempo para se desenvolver, estudar, fazer o que se gosta, juntar mais dinheiro, enfim, fazer algo. Isso faz mais sentido se levarmos em conta que vivemos em uma sociedade na qual trabalha-se muito e temos um tempo, muitas vezes, limitado para buscar coisas que são em verdade a nossa essência, não raro, por esse motivo, é o fato de muitas pessoas abrirem mão de uma carreira financeiramente mais interessante para , nas suas 8h - 10h horas diárias de trabalho, viverem de fato com a sua essência, trabalhando com algo que os apaixona e os dá prazer - o que é admirável, diga-se de passagem. É claro que aí entramos em outras reflexões, desfigurando um pouco o tópico principal: o desnecessário, ideologicamente, Dormir.
Sono, por favor, venhas um dia a ser facultativo, assim será melhor, serás mais querido e útil para todos, tu, assim, também, serás mais feliz.
E então que este inconveniente cansaço e pesar das pálpebras vem com força Maligna e Natural. Maligna, porque vai contra a minha vontade, vai contra o meu anseio de estar consciente e útil para comigo mesmo, para o que quero efusivamente - seja ler muitos romances ou passar no vestibular - ; Natural, porque, também, vem de mim, vem do meu corpo, vem do meu organismo, acontece porque é pra acontecer. É pra acontecer, caso contrário não lutaria contra a minha vontade de não dormir, sendo assim, como é, tendo força necessária para tanto, é algo a ser considerado como força, com algum sentido. Logicamente, sabe-se que a vontade do organismo de fazer adormecer tem um significado biológico bem aceitável e eu não sou ninguém pra duvidar disso, mas o tormento é que ele vem muitas e muitas vezes durante as tardes, quando deveria vir somente às noites.
Parece claro que essa é uma reflexão um tanto ridícula, mas não entra na minha cabeça com toda essa NATURALIDADE que o meu estado físico e biológico não queira o mesmo que a minha sã(assim creio) consciência. Já bebi três chícaras de café e pouco se modifica, queria eu ter dinheiro pra comprar algumas caixas de bebidas energéticas, se foda. Em verdade, gostaria utopicamente que o meu corpo não precisasse adormecer em momento algum, a não ser quando eu realmente o quisesse - há aí também o medo de ficar acordado eternamente e nunca ter a possibilidade de escapar momentaneamente dos desgostos e momentos ruins. Não é que seja ruim dormir, é apenas inútil dentro de uma lógica de querer usar o tempo para alguma coisa que não seja estar inconsciente tendo alucinações inexplicáveis(os tão estudados sonhos), mais especialmente de querer usar o tempo para se desenvolver, estudar, fazer o que se gosta, juntar mais dinheiro, enfim, fazer algo. Isso faz mais sentido se levarmos em conta que vivemos em uma sociedade na qual trabalha-se muito e temos um tempo, muitas vezes, limitado para buscar coisas que são em verdade a nossa essência, não raro, por esse motivo, é o fato de muitas pessoas abrirem mão de uma carreira financeiramente mais interessante para , nas suas 8h - 10h horas diárias de trabalho, viverem de fato com a sua essência, trabalhando com algo que os apaixona e os dá prazer - o que é admirável, diga-se de passagem. É claro que aí entramos em outras reflexões, desfigurando um pouco o tópico principal: o desnecessário, ideologicamente, Dormir.
Sono, por favor, venhas um dia a ser facultativo, assim será melhor, serás mais querido e útil para todos, tu, assim, também, serás mais feliz.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Primeira postagem
Esse blog é uma experiência despretenciosa, de alguém que quer inserir no seu cotidiano a prática da escrita e, possivelmente, externar algumas opiniões e reflexões sobre assuntos que ainda não foram definidos ou filtrados.Portanto, não se sabe exatamente qual será a temática dessa página virtual, e não se sabe, inclusive, se haverá uma temática de fato ou será "apenas" mais um blog pessoal contando todas aquelas coisas clichês do dia-a-dia tais como: viagens, acontecimentos rotineiros ou não-rotineiros, espetáculos, angústias banais e pensamentos irrelevantes - penso que há uma boa chance de isso acontecer com essa página.
O título do blog remete exatamente a essa dúvida que é, em quê, de fato, transformar-se-á isto.Espero que seja algo que me surpreenda de alguma forma, mas por enquanto é apenas ignoto.
Felizmente, isso não me preocupa, pois o meu objetivo com essa ferramenta virtual não é realizar coisas fantásticas, mas sim exercitar meus pensamentos e a minha escrita.
Até logo!
O título do blog remete exatamente a essa dúvida que é, em quê, de fato, transformar-se-á isto.Espero que seja algo que me surpreenda de alguma forma, mas por enquanto é apenas ignoto.
Felizmente, isso não me preocupa, pois o meu objetivo com essa ferramenta virtual não é realizar coisas fantásticas, mas sim exercitar meus pensamentos e a minha escrita.
Até logo!
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