Há vezes, como agora, que sinto a vida de tal maneira que tudo parece efêmero, mesmo as coisas que parecem, e talvez sejam mesmo, importantes e duradouras, mas agora tudo é realmente efêmero. Agora, digo, nesse momento em que estou escrevendo nesta plataforma virutal, sinto que tudo é inválido, não totalmente inválido, mas desimportante, insignificante dentro de um plano geral. Tenho a impressão de a minha existência ser minúscula e comum, sofrível. Não é nem que eu esteja triste, cabisbaixo, talvez longe disso, é só que sou uma passagem, um fragmento possível dentro de uma cadeia natural, estou até satisfeito e feliz, mas em um instante de reflexão existencial que já está até passando - felizmente ou infelizmente, não sei. É só que parece que pouco importa o que vou conquistar, o que vou fazer amanhã ou no ano que vem: é tudo pequeno e sem explicação. Obviamente, amanhã nem vou pensar nisso, mas outro dia voltarei a pensar, o que também não sei se é importante, mas acho que é, talvez porque refletir seja algo que eu goste de fazer, algo que me faz rever os conceitos e os objetivos - esses que agora flutuam entre relevância e irrelevância porque me escapa a razão(ou me vem a razão?).
Sinto-me tão panaca de transcrever essas divagações para essa página, e correr o risco de parecer querer bancar o Sr. Pensamentos Relevantes para o mundo e a sociedade, e de parecer sei lá mais o quê. Na verdade só transcrevo esse nada de nada porque li em algum lugar algo como "escrevendo, conhece-te a ti mesmo", e me sentiria mais panaca ainda se escrevesse algo em uma folha de caderno para depois tornar a ler sei lá quando, seria até inconcebível, pelo menos pra mim, nesse momento.
Continuando o que no penúltimo parágrafo corria, tentando escrever algo que clareie as minhas próprias ideias relativamente abstratas, digo que nem lembro mais a quantas andavam essas abstrações, talvez porque mudei um pouco o foco escevendo o último parágrafo. Vou relê-lo e continuo. Enfim, mesmo relendo o primeiro parágrafo, insensatamente escrito, não consegui retomar o caminho para o qual esse texto ia, infelizmente(espero). Peço desculpas a quem iniciou a leitura e chegou até aqui. Perante a minha incapacidade de continuidade a uma ideia insólita, fico um pouco insatisfeito, mas nada de mais, mais sorte pra mim da próxima vez.
Aceitar a existência por si só é característica dos fortes. Belo texto, profundo, sólido e ao mesmo tempo filosófico.
ResponderExcluirConcordo com o primeiro parágrafo. Algumas vezes me passa pela cabeça de que eu sou insignificante para o mundo, e que não importa o que eu faço, fiz ou farei, não terá relevância alguma talvez para um fututo próximo talvez.
ResponderExcluirE os outros dois parágrafos eu ri muito! hahaha