Há vezes, como agora, que sinto a vida de tal maneira que tudo parece efêmero, mesmo as coisas que parecem, e talvez sejam mesmo, importantes e duradouras, mas agora tudo é realmente efêmero. Agora, digo, nesse momento em que estou escrevendo nesta plataforma virutal, sinto que tudo é inválido, não totalmente inválido, mas desimportante, insignificante dentro de um plano geral. Tenho a impressão de a minha existência ser minúscula e comum, sofrível. Não é nem que eu esteja triste, cabisbaixo, talvez longe disso, é só que sou uma passagem, um fragmento possível dentro de uma cadeia natural, estou até satisfeito e feliz, mas em um instante de reflexão existencial que já está até passando - felizmente ou infelizmente, não sei. É só que parece que pouco importa o que vou conquistar, o que vou fazer amanhã ou no ano que vem: é tudo pequeno e sem explicação. Obviamente, amanhã nem vou pensar nisso, mas outro dia voltarei a pensar, o que também não sei se é importante, mas acho que é, talvez porque refletir seja algo que eu goste de fazer, algo que me faz rever os conceitos e os objetivos - esses que agora flutuam entre relevância e irrelevância porque me escapa a razão(ou me vem a razão?).
Sinto-me tão panaca de transcrever essas divagações para essa página, e correr o risco de parecer querer bancar o Sr. Pensamentos Relevantes para o mundo e a sociedade, e de parecer sei lá mais o quê. Na verdade só transcrevo esse nada de nada porque li em algum lugar algo como "escrevendo, conhece-te a ti mesmo", e me sentiria mais panaca ainda se escrevesse algo em uma folha de caderno para depois tornar a ler sei lá quando, seria até inconcebível, pelo menos pra mim, nesse momento.
Continuando o que no penúltimo parágrafo corria, tentando escrever algo que clareie as minhas próprias ideias relativamente abstratas, digo que nem lembro mais a quantas andavam essas abstrações, talvez porque mudei um pouco o foco escevendo o último parágrafo. Vou relê-lo e continuo. Enfim, mesmo relendo o primeiro parágrafo, insensatamente escrito, não consegui retomar o caminho para o qual esse texto ia, infelizmente(espero). Peço desculpas a quem iniciou a leitura e chegou até aqui. Perante a minha incapacidade de continuidade a uma ideia insólita, fico um pouco insatisfeito, mas nada de mais, mais sorte pra mim da próxima vez.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
ZZZ malquisto
Que agoniante incapacidade de me manter acordado. Por pura vontade de me manter acordado mesmo, por querer estar acordado para terminar um livro agradável que tenho ânsia de o ler e o esgotar da maneira mais breve possível, pois quero logo ler outros e necessito ter acabado este para focar inteiramente na próxima leitura, porque, quando se trata de romances, não consigo ou não quero manter leituras paralelas - talvez por querer arrancar o máximo do que um livro pode me oferecer, ou por medo de deixar escapar algum detalhe implícito das preciosas palavras do autor. Por ocasião de eu estar estudando para o vestibular, necessito agora de mais tempo ainda, de ler esses romances com mais breviedade do que seria natural, não só pela vontade de ler os próximos, mas pela obrigação de ter tempo para estudar outros conteúdos que tomam muito tempo.
E então que este inconveniente cansaço e pesar das pálpebras vem com força Maligna e Natural. Maligna, porque vai contra a minha vontade, vai contra o meu anseio de estar consciente e útil para comigo mesmo, para o que quero efusivamente - seja ler muitos romances ou passar no vestibular - ; Natural, porque, também, vem de mim, vem do meu corpo, vem do meu organismo, acontece porque é pra acontecer. É pra acontecer, caso contrário não lutaria contra a minha vontade de não dormir, sendo assim, como é, tendo força necessária para tanto, é algo a ser considerado como força, com algum sentido. Logicamente, sabe-se que a vontade do organismo de fazer adormecer tem um significado biológico bem aceitável e eu não sou ninguém pra duvidar disso, mas o tormento é que ele vem muitas e muitas vezes durante as tardes, quando deveria vir somente às noites.
Parece claro que essa é uma reflexão um tanto ridícula, mas não entra na minha cabeça com toda essa NATURALIDADE que o meu estado físico e biológico não queira o mesmo que a minha sã(assim creio) consciência. Já bebi três chícaras de café e pouco se modifica, queria eu ter dinheiro pra comprar algumas caixas de bebidas energéticas, se foda. Em verdade, gostaria utopicamente que o meu corpo não precisasse adormecer em momento algum, a não ser quando eu realmente o quisesse - há aí também o medo de ficar acordado eternamente e nunca ter a possibilidade de escapar momentaneamente dos desgostos e momentos ruins. Não é que seja ruim dormir, é apenas inútil dentro de uma lógica de querer usar o tempo para alguma coisa que não seja estar inconsciente tendo alucinações inexplicáveis(os tão estudados sonhos), mais especialmente de querer usar o tempo para se desenvolver, estudar, fazer o que se gosta, juntar mais dinheiro, enfim, fazer algo. Isso faz mais sentido se levarmos em conta que vivemos em uma sociedade na qual trabalha-se muito e temos um tempo, muitas vezes, limitado para buscar coisas que são em verdade a nossa essência, não raro, por esse motivo, é o fato de muitas pessoas abrirem mão de uma carreira financeiramente mais interessante para , nas suas 8h - 10h horas diárias de trabalho, viverem de fato com a sua essência, trabalhando com algo que os apaixona e os dá prazer - o que é admirável, diga-se de passagem. É claro que aí entramos em outras reflexões, desfigurando um pouco o tópico principal: o desnecessário, ideologicamente, Dormir.
Sono, por favor, venhas um dia a ser facultativo, assim será melhor, serás mais querido e útil para todos, tu, assim, também, serás mais feliz.
E então que este inconveniente cansaço e pesar das pálpebras vem com força Maligna e Natural. Maligna, porque vai contra a minha vontade, vai contra o meu anseio de estar consciente e útil para comigo mesmo, para o que quero efusivamente - seja ler muitos romances ou passar no vestibular - ; Natural, porque, também, vem de mim, vem do meu corpo, vem do meu organismo, acontece porque é pra acontecer. É pra acontecer, caso contrário não lutaria contra a minha vontade de não dormir, sendo assim, como é, tendo força necessária para tanto, é algo a ser considerado como força, com algum sentido. Logicamente, sabe-se que a vontade do organismo de fazer adormecer tem um significado biológico bem aceitável e eu não sou ninguém pra duvidar disso, mas o tormento é que ele vem muitas e muitas vezes durante as tardes, quando deveria vir somente às noites.
Parece claro que essa é uma reflexão um tanto ridícula, mas não entra na minha cabeça com toda essa NATURALIDADE que o meu estado físico e biológico não queira o mesmo que a minha sã(assim creio) consciência. Já bebi três chícaras de café e pouco se modifica, queria eu ter dinheiro pra comprar algumas caixas de bebidas energéticas, se foda. Em verdade, gostaria utopicamente que o meu corpo não precisasse adormecer em momento algum, a não ser quando eu realmente o quisesse - há aí também o medo de ficar acordado eternamente e nunca ter a possibilidade de escapar momentaneamente dos desgostos e momentos ruins. Não é que seja ruim dormir, é apenas inútil dentro de uma lógica de querer usar o tempo para alguma coisa que não seja estar inconsciente tendo alucinações inexplicáveis(os tão estudados sonhos), mais especialmente de querer usar o tempo para se desenvolver, estudar, fazer o que se gosta, juntar mais dinheiro, enfim, fazer algo. Isso faz mais sentido se levarmos em conta que vivemos em uma sociedade na qual trabalha-se muito e temos um tempo, muitas vezes, limitado para buscar coisas que são em verdade a nossa essência, não raro, por esse motivo, é o fato de muitas pessoas abrirem mão de uma carreira financeiramente mais interessante para , nas suas 8h - 10h horas diárias de trabalho, viverem de fato com a sua essência, trabalhando com algo que os apaixona e os dá prazer - o que é admirável, diga-se de passagem. É claro que aí entramos em outras reflexões, desfigurando um pouco o tópico principal: o desnecessário, ideologicamente, Dormir.
Sono, por favor, venhas um dia a ser facultativo, assim será melhor, serás mais querido e útil para todos, tu, assim, também, serás mais feliz.
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